quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Soneto do Amor Total

Vinícius de Moraes, para amar em 2011

"Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude".


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PARceria e escalada

Parceria: Imprescindível para a prática da escalada com segurança.
A não ser que pratique a modalidade solo, todo escalador precisa de uma parceria para mandar uma via.
O parceiro de escalada é aquele que minimiza os impactos de uma eventual queda e pode realizar um resgate.
A ideia de parceria nos remete rapidamente à analogia com a palavra PAR: múltiplo de dois.
Partindo daí, o mínimo para uma PARceria é 2. Se você é 1, precisa de mais alguém que esteja a fim de escalar (e disponível) quando o clima contribui com uma estiagem e a “rocha está colando”... Além disso, sua PARceria tem que te dar segurança, utilizando os equipamentos corretos, com as técnicas adequadas e nós perfeitos (e muuuuuita paciência).
Mais um aspecto importante é a divisão "da carga", entre lanches, água, anorak, cordas, fitas, metais... ambos vão carregados... carregando...
Cada vez que estou na rocha, fica mais evidente que a escalada não é “uma atividade”, que eu possa fazer eventualmente, esporadicamente... 
Se quiser ESCALAR, tem que escalar... escalar... escalar... escalar... treinar... focar... treinar... escalar... "Ensinamentos da Dona Rocha". 
Ter uma PARceria ensina a lidar com a vida, com as divergentes opiniões, fraquezas e fortalezas nossas e no/do outro... mostra o além do limite da convivência, da conveniência, da cumplicidade dos pontos de vista... valores; referências...
PARceria renova olhares de mundo, das atitudes e da falta delas. 
O cuidado com o parceiro preconiza o cuidado consigo mesmo, numa renovacão constante de paradigmas da qualidade das experiências na vida.
Através da escalada percebe-se a necessidade de ter foco, estratégia, atitude, controle e perseverança. Tudo em proporções equilibradas e harmoniosas, para conseguir “passar o lance”, “fazer o move” e “encadenar a via”! Estes ensinamentos são constantes na escalada.
E na vida...
Para conseguir REALIZAR os sonhos, CONQUISTAR as vias, rompendo os limites pré-estabelecidos...
Parceria pra mim, significa confiança e cumplicidade.

É muito bom ter uma parceria firmeza! ;)

Castelo dos Bugres - Joinville-SC

terça-feira, 5 de outubro de 2010


É o coração com medo de parar 
que nunca aprende a dançar

É o sonho que teme o despertar 
que jamais corre o risco

Aquele que não quer ser aceito 
também não quer se entregar

E a alma com medo da morte, 
nunca aprenderá a viver.

(Amanda McBroom)

Foto: Além do horizonte


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Blog

mês passado nem lembrei que tinha blog...
até lembrei: que tinha que escrever
no blog...

mas enfim, pra mim blog é um lugar onde a gente deixa registrado algo que faça parte das nossas experiências e aprendizados infindos dessa teia da vida...

e desde que aprendi a escrever
encarei a escrita como um resultado de inspiração
de saber utilizar as muitas palavras existentes em nossa língua portuguesa
respeitando “as regras do jogo”
para explicar uma situação, emoção, visão ou opinião.

às vezes tive inspiração, mas somente conversei...
sobre...
especulando talvez....
olhando outras visões de mundo
sem colírio, somente de óculos escuros


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Festival de MuDança, Joinville-SC

Meus astros, cometas e raios
Se alinham, de tal forma
Que no mês de julho
Dançam na sintonia do Festival de Dança de Joinville
E nas mudanças em minha vida

Festival este, que para mim, começou no primeiro
E neste ano, já é vigésimo oitavo....

Ideia do Carlos Tafur
Diretor do Instituto Colombia, primeira escola de dança em Joinville
Onde iniciei ballet clássico em 1980, aos 5 anos de idade...
Minha mãe, juntamente com as mães das outras alunas de dança, se reuniam
Discutiam, opinavam, dividiam tarefas
Corriam atrás de medalhas, troféus, camisetas, alojamentos

À minha primeira professora, Karin Busch (in memoriam - dance na luz!)
Obrigada pelo cuidado, sensibilidade, encantamento

Hospedávamos as bailarinas em nossas CASAS.
E adequávamos a nossa rotina à delas: alimentação, ensaios, marcação de palco, apresentação!
Torcida!!!
Isqueiros cintilando nas arquibancadas (não eram os celulares - bom, nem pensávamos que iríamos ter umas latinhas dessas um dia, assim, e ainda com acesso a internet! Internet? O que seria isso?)
Primeiro as cadeiras e camarotes,
Da Sociedade Harmonia Lyra
Onde, depois da segunda edição
Foram proibidas as apresentações

'Bora pro GINÁSIO!
Espaço amplo e bem estruturado para torcidas!
Muitos visitantes!
Ivan Rodrigues
Depois o Abel Schulz também!
Muita gente!!
Fizeram o Centreventos!!
Já está lotando, quase todas as noites!!!
Dona Albertina deu o "toque feminino" ao Festival
Casa da Cultura era o "QG central"

Palcos por tudo, praças, fábricas, lojas, shoppings
Vitrines concorrendo
Espalhávamos cartazes por toda a cidade (não tinha blogtwitter, orkut, facebook, etc e "virTuals")

Muita vibração energia, participação das pessoas!
Desde a primeira edição!
Grupos de todo o BRASIL!


Diversidade
Culturas
Cinturas
Silhuetas
RITMOS
Figurinos
Figuras

Oficinas de dança
Aperfeiçoamento
Agora é referência de dança
AGORA tem Bolshoi há 10 anos!
Tem associações, profissionais de dança

Talentos no palco
Descobertas e aconchego
Na sutileza dos movimentos
Na vibração da música
Que diz
O que fazer com o CORPO todo

TODO

FAÇA coreografias na sua vida
Mude o ritmo
Deixe seu corpo FLUIR
Na música

OUÇA mais

PERMITA-se

Conheça a dança.

COMECE por Joinville, Santa Catarina!


Seletiva 25o. Festival de Dança de Joinville - 2007
Coreografia: Um tango só
Coreógrafo: Everton Correa
Bailarina: Eu! depois de quase 10 anos sem dançar! Vitória! Desfrute!
Foto: Pena Filho

terça-feira, 18 de maio de 2010

Bailarina escalando ou escaladora bailando?

Tudo bem, ainda não sou uma completa “escaladora” (falta muuuuitooo), mas desde o início do ano me empenho em entender as técnicas, betas e posicionamentos, coreografias e enredos que compõem este universo, que confesso: “Já viciei!”
De dança eu entendo um pouco, pois bailei por mais de 15 anos. Ballet clássico. Clássico!
Linhas e formas em busca da perfeição. Saltos e giros, mas, próximos do chão!
Muita coisa ficou parecida ou apenas mudou de posição...
A coreografia agora é a via na rocha.
Os esparadrapos dos pés estão nas mãos
Mas o aperto da sapatilha continua...
Troco o breu por magnésio e o palco pelas paisagens
Ao invés do saiote, cadeirinha; do coque, capacete
Tenho que aprender a manusear os equipamentos e também ser paciente quando a chuva adia o espetáculo
Quedas? Algumas... Sempre na tentativa de isolar o movimento, pernas, braços e tronco em busca do equilíbrio... que deve ser constante, mas às vezes parece impossível...
Só na mente.
Concentração... Respiração... Repetição... Frustração... Contusões... Tendinite...
Força e alongamento exigidos enquanto o “não consigo” deve ser banido!
Desafio: superar-se a cada dia - dominando um novo grau. Da vida.
Cabeça boa+movimentação perfeita = cadena!
Bailando ou escalando
A sensação da conquista é a mesma: um TESÃO!




Tinha uma pedra no meio do caminho... 


... e a convidei para dançar comigo!

domingo, 9 de maio de 2010

Conhecimento


Algumas vezes me pergunto
Do que tenho medo?
Da falta.
Foi a falta de resposta quem me disse.
Tenho medo de não ter.
Mas não sei o que tenho.
Mas tenho medos.
Talvez do desejo de querer tudo inteiro, intenso, íntegro.
De não ter carinho, parceria, cumplicidade.
De não sentir o abraço no meio da noite
Ou um sorriso espreguiçando de manhã
De não ter descobertas a fazer
Ou alguém pra conversar
E dividir as frutas colhidas
Ou um abraço quente
Ao sair do banho gelado no rio
Dizem que medo é o oposto de coragem.
Digo que é o oposto do conhecimento.
"Conheça-te a ti mesmo".
Coragem!
Eu estou só no começo...

“Para ser grande, sê inteiro; nada de ti exagera ou exclui” 
(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Valores: quem os têm?

Valores
Dinheiro
Câmbio
Ações
Dólares
Euros
Importações...
Quem se importa?
Quanto mais se têm ($)
Mais se têm (medo)
(senhas)
Dúvidas...
"Money talks?"
To whom?
Então, "pra que dinheiro,
se ela não me dá bola" (já cantava Martinho da Vila - e não era Vila Nova!!)
E por aí se vai...

Faça um balanço de sua vida e torço pro resultado não ser:
"Hipovalorização$" do seu tempo...

Mas, se for...

Chute o balde. CHUTE MESMO!

Aproveite: Lua Nova em Áries!
Dê o pontapé inicial ao novo projeto!! (Dica da Vivi, astróloga!)
De vida, de clima, de ideia, de criatividade!!
Camufle-se na vida e viva!!
Concentre-se nos VALORES e não nos PREÇOS...

domingo, 4 de abril de 2010

Para que EDUCAÇÃO AMBIENTAL?



Mascarada em tambores coloridos de coleta seletiva ou em passeatas e gincanas ecológicas em comemoração anual ao Dia da Árvore, a Educação Ambiental evolui e torna-se tão abrangente quanto a capacidade humana de criação e de ambição. Gandhi argumentava que a natureza é capaz de satisfazer todas as necessidades dos humanos, exceto a ambição.
Mais tecnologias estão disponíveis para educar em massa sobre a necessidade do consumo de produtos supérfluos de curta durabilidade e para aquisição de equipamentos consumidores de energia e produtores de mais resíduos. Em tão pouco tempo tantas espécies foram extintas, diversas fontes de água pura secaram, tantas florestas estão “horizontalizadas” e a fome de todos não foi saciada, muito menos a sobrevivência de culturas anteriores foi garantida. A natureza não está mais acompanhando harmonicamente o processo de consumo do atual modelo de desenvolvimento (econômico) cuja velocidade está extrapolando o limite de segurança necessário para a manutenção das vidas e o que elas demandam. A necessidade de mudança do modelo de desenvolvimento não é somente do econômico para o sustentável, mas também de como alterar os padrões que definem a satisfação humana como cidadão, parte de uma sociedade ocupante de um espaço limitado com alguns recursos não-renováveis e outros renováveis dentro de um determinado tempo.
Dias (2004) demonstra que um bebê americano consome o equivalente a 2 suecos, 13 brasileiros, 35 indianos ou 280 haitianos. A população de “bebês americanos” está aumentando, não somente nos Estados Unidos da América, mas também nos shopping centers das cidades de qualquer país. A cultura faz parte do meio ambiente. Surge da forma de viver adquirida por um grupo de pessoas que utiliza um determinado espaço e os recursos nele disponíveis. A cooperação dos indivíduos do grupo é imprescindível para possibilitar a permanência das gerações. Essa cooperação necessita de normas de conduta e códigos de ética. Cria-se um sistema baseado em padrões de comportamento.
O aprendizado constante sobre “como se comportar no planeta” é a educação ambiental: motivar mudanças comportamentais necessárias para iniciar as novas ações de um modelo de desenvolvimento humano (sustentável).
Qual o tempo que ainda resta para mobilizar essa reflexão e reajustar a qualidade de utilização do tempo de vida humana no planeta? As conseqüências de tsunamis, enchentes ou secas, novos vírus e descobertas científicas traduzem a sensibilidade dos fios desta teia, que resiste. Até um determinado tempo.
Para que ocorram mudanças de atitudes o indivíduo precisa perceber-se como parte integrante de um sistema/ambiente, que deve estar equilibrado para garantir sua existência. A conduta do indivíduo provoca intervenções que podem contribuir para o equilíbrio do sistema/ambiente ou ter efeito negativo.
Portanto, a educação ambiental é motivadora na formação de valores no indivíduo para que este atue de forma responsável, através de sua conduta consciente para o equilíbrio de “todo” ambiente e assim, “saber ser” humano.


DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. 9. ed. São Paulo: Gaia, 2004.


Legenda da foto: Rio Motucas, após forte chuva. Excelente trabalho da mata ciliar, replantada em maio de 2002.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Hora do Planeta


Uma vez por ano todos fazem um "alvoroço midiático" da tal "Hora do Planeta"...
Chega até a encher o saco. As pessoas apagam as luzes por uma hora e reclamam que não passa.
Deixam a bateria do laptop carregada pra não perder uma hora sem computador.
E assim, sentem-se "colaboradores" da conservação planetária.
Muitas destas pessoas não usam a "Hora do Filho(a)", onde passariam uma hora conversando sobre o que está acontecendo na vida deles.
Ou a "Hora do Silêncio", onde se recolheriam no profundo de sua alma analisando seu desempenho como ser humano...
Ou ainda a "Hora da alimentação saudável", onde evitariam muitas embalagens e conservantes, corantes, acidulantes, aromatizantes...
Passeatas com velas e estrelinhas de papel celofane (pra onde foi esse lixo depois?), produção de bandeirinhas, camisetas, adesivos, bottons, etc... em comemoração à "Hora do Planeta"...
Ainda bem que é só uma vez por ano...
Uma pena que não é um exercício diário de analisar o que realmente é necessário iluminar (ter, comprar, comer, usar, valorizar, ...)
A ideia da WWF é ótima. Parabéns aos que participaram.
Mas não acredite que só isso modificará o Planeta...
Faça mais!
Faça agora!!!


Legenda foto: Arara domesticada. Atração turística. Bonito-MS
A "Hora do Planeta" tem muitos minutos e muitos fusos...

terça-feira, 23 de março de 2010

Tempo sem internet

Pode ser do tempo em que não existia internet (meu tempo, década de 70!)
Pode ser do tempo que temos disponível e não temos internet
Pode ser do tempo que gostaríamos de "dar" sem internet
Pode ser... enfim...
Tirei um tempo (um tempinho) para o meu blog...
Faz tempo que tento ter um tempo pra escrever.
Do tempo...
De tempos em tempos!
Pode ser?!?


Dando um tempo...
Nascente do Rio Sucuri - Bonito-MS