terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cuidado, dedicação, paciência

"Quando dizemos ser-no-mundo não expressamos uma determinação geográfica como estar na natureza, junto com plantas, animais e outros seres humanos. 
Isso pode estar incluído, mas a compreensão de ser-no-mundo é algo mais abrangente. 
Significa uma forma de existir e de co-existir, de estar presente, de navegar pela realidade e de relacionar-se com todas as coisas do mundo. Nessa co-existência e com-vivência, nessa navegação e nesse jogo de relações, o ser humano vai construindo seu próprio ser, sua autoconsciência e sua própria identidade".

(Saber cuidar, Leonardo Boff)


Permitimos a vida da semente, cuidando da terra, provendo água na falta de chuva.


Primeiras colheitas...

sábado, 23 de abril de 2011

Antes que suma do papel....

... registrarei no virtual, uma receita que um dia peguei na casa de minhas amigas...

Receita de felicidade do mundo lírico

1) Segure a onda (modere afetos)
2) Beba muita água (seja saudável)
3) Faça o que a natureza permitir (os limites estão ali)
4) Desapegue (diminua os desejos)
5) Experimente (o corpo pede)
6) Liberte-se (transgredindo sexualmente)
7) Cultive amigos (é sábio)
8) Se baste
9) Serenize-se (sendo justo)
10) Tranquilize-se (não produza danos)
11) Pise na grama!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cruzamento perigoso!

Quando viajava com meus pais, nas férias, principalmente depois que aprendi a ler, adorava ler em voz alta as placas indicando as entradas para as cidades, nomes de rios, divisas de municípios, alertas e avisos sobre as condições das rodovias...

Adorava a mudança da paisagem, as comidas diferentes de cada lugar, a forma como as pessoas falavam que ia se transformando à cada trecho...

Ainda hoje, viajar faz parte da minha vida. Claro que viajar for fun é bem diferente que viajar a trabalho, mas em todas "as viagens" descobrimos algo, conhecemos outra forma de fazer as coisas, outra maneira de encarar a vida...

E as placas, continuam fazendo parte das estradas... mas neste novo século, as placas nas estradas informam e alertam não somente assuntos referentes a hidrografia, limites de velocidade ou obras na pista...


Esta, por exemplo, na rodovia SC 470, próximo a Campos Novos (SC), alerta, de forma subjetiva/objetiva para os problemas dos nossos "cruzamentos" atuais...

Alerta que o controle da velocidade é importante, assim como a utilização de preservativos para evitar transmissão de doenças... no cruzamento... Coisas que não faziam parte da "apostila" de educação sexual, na década de 70/80... e muito menos de placas na estrada...

Essa placa me fez pensar na velocidade dos relacionamentos que temos neste dia a dia apurado e tão superficial que vivemos, onde protelamos tantas atenções e carinhos aos que realmente fazem parte da nosa vida, aos que amamos... deixamos pra depois, correndo, correndo... sempre querendo mais horas para acrescentar às 24, sempre reclamando do tempo que não temos... mas sem perceber o tempo que não vivemos no presente, conscientemente... que deixamos ser "atropelado" por agendas lotadas de coisas que geralmente são supérfluas para uma vida plena e feliz!

É bom estar sempre alerta na estrada da vida... antes que a viagem acabe!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Repetição... Anônima = cadena

Anônima porque ficou assim, sem nome...


Anônimas foram muitas tentativas para encadenar essa via, primeira escalada/projeto meu em Corupá, desde que comecei com este vício de escalar, mais precisamente no dia 02 de janeiro de 2010, no Braço Esquerdo (que é em São Bento do Sul, no mapa)... mas consegui!

Divagando sobre nossas possibilidades como seres humanos, dotados de uma máquina perfeita que executa o que a cabeça determina, reparei que só conseguimos o máximo da performance de nossa máquina com a repetição. Somos seres que necessitam destes ciclos... Repetidos... Realizados vezes e vezes. Até ficarem dominados. Sólidos. Fáceis e banais, começam a ser substituídos. Ficam "automáticos"...

Partindo deste raciocínio imagino que, se cada ser humano dedicasse seu tempo, energia, trabalho, $, repetidamente, somente ao que tem aptidão, ao que gosta ou ao que o motiva, o mundo seria mais ameno, as frustraçōes seriam menores, o real do ideal não estariam tão distantes.


Cada um tiraria o máximo de sua existência e não ficaria em conflito ao ter que decidir que tipo de vida levaria, baseado muitas vezes em modelos impostos pelo mercado, focado para o consumo.

Vejo muitas pessoas trabalhando muito, correndo muito, comendo muito, consumindo muito, e tendo muito menos tempo, prazer e saúde do que se estivesse vivendo focado somente no que o abastecesse de energia e vitalidade através da satisfação gerada após a conquista de mais um "degrau" em sua escalada da vida.

Acho que por estar programado para repetir, repetir, repetir, é que todos os anos querem que a data (repetitiva) do Natal seja comemorada de forma repetitiva com toda a familia reunida, como sempre, para repetir aqueles dias em que convivia-se com todos os integrantes da familia vivendo na mesma casa. Mas a vida de todos muda e querem, a cada Natal, que a imagem congelada de um tempo em que toda a familia vivia na mesma casa se repita. A mesma ceia, mesma forma de dar os presentes, a mesma árvore com os mesmos enfeites (agora vindos da China) , com as mesmas músicas, repetindo, repetindo, repetindo...Repetidamente espera-se o Natal para ligar praquele amigo, pra lembrar daqueles que passam fome, para pintar a casa, lavar a calçada e as cortinas, comprar um "presentinho, uma lembrancinha" praquele, praquela... Uiuiui!
E ano novo então? Sempre, repetidamente, aquela promessa que não se cumpre há mais de 5 anos, colocada na repetitiva lista (pegue a "lista" dos últimos 3 anos e compare... Qualquer semelhança, mera coincidência...) Prometemos de novo... Sem nos comprometer... Só porque é tradição... De quem?



Escalar é um desafio para mim. Ter iniciado nesta modalidade tão exigente, que demanda tanto vigor físico quanto mental, aos 35 anos é muito interessante. As agarras dispostas na rocha orientam o espírito. Os posicionamentos só dependem de mim, de onde estou e aonde quero chegar. O corpo é o meio, comandado pela mente. São nossos referenciais, desapegados das comparaçōes passadas dando passagem ao instintivo (des)apego à vida... Conhecemos e desconhecemos nossos limites na escalada, sentindo o vento, olhando de cima, aproximando nossa respiração aos suspiros da rocha. O corpo cansa, descobre sensaçōes... Descansa no êxtase da conquista. Motiva e desmotiva. Monta e desmonta. Conceitos de vida, olhares, valores.


Quero escalar montanhas. 
Ser capaz de reduzir o zoom, do olhar procurando um ponto mais alto na linha do horizonte até cada mineral que compõe a rocha, procurando a próxima agarra, o próximo desafio...


E comemorar, na volta do cume!


E repetir... repetir... conquistas...


Malhando a Anônima...
Cadena em 28/12/2010!!
Foto: Cayana da Silva
Atualização: Após um dedo quebrado, gesso e dois meses sem escalar, retomei os treinos e malhei a Anônima, guiando... 


Então, a cadena (de verdade meeesmo), foi dia 11 de junho de 2011, GUIANDO a via!!! Kmon!! Foi uma sensação muuuito boa!!! Comemoração!!


E agora... continuar treinando, escalando, treinando, treinando... escalando...


Porque se você quiser escalar: TEM QUE ESCALAR!!!!